
SUCOS DE FRUTAS E DE VEGETAIS
– SAUDÁVEIS, MAS PODEM ESCONDER RISCOS
ROBERTO MARTINS FIGUEIREDO(extraído do livro GUIA PRÁTIVO PARA EVITAR DOENÇAS
VEICULADAS POR ALIMENTOS) REVISTA
MUSCLE IN FORM Nº. 28
Num dia quente ou mesmo após a prática de uma seção na
academia, nada melhor e mais natural do que um suco de frutas ou de
vegetais. No entanto estes produtos que inicialmente nos parecem inocentes,
podem albergar microrganismos, que na dependência de nossa resistência,
embora raramente, podem representar perigos para a nossa saúde.
Em 1996 ocorreu
o caso de uma criança de 16 meses, em Colorado, que morreu de colápso
renal e cardíaco, após beber suco de maçã contaminado. Em 1996, outro
caso envolvendo suco de maçã
contaminado, Amanda Berman de 3.5 anos, em Chicago, foi hospitalizada
por 24 dias. Em ambos os casos, o suco de maçã não foi pasteurizado,
sendo incriminada a bactéria E.
coli O157:H7, o mesmo microrganismo que levou a vida de quatro crianças
durante uma erupção por hambúrguer mau-passado, em 1993.
Este tipo de E. coli, de acordo com o “National Centers
for Disease Control and Prevention”,
é a ameaça para os alimentos
mais inquietante, relacionada com a saúde pública. Diferentemente
de outros patógenos causadores de DVA, E. coli O157:H7 não tem nenhuma
margem para erro. Sòmente uma quantidade microscópica para causar
enfermidade séria ou até morte. De fato, estimativas de CDC que a
bactéria E. coli O157:H7 é responsável por pelo menos 20.000 casos
de DVA severas nos Estados Unidos todo o ano.
Porque certas erupções de intoxicações gastrintestinais
tinham sido direcionadas para sucos frescos
não pasteurizados ou não processados para eliminar bactérias
prejudiciais, O “Food and Drug Administration – FDA” propôs uma série
de medidas para reduzir o risco de enfermidade causadas por microrganismos
em sucos de frutas e vegetais não pasteurizados.
Um 1997 estudo efetuado pelo “Center for Food Safety and
Applied Nutrition” demonstrou que a contaminação dos produtos de suco,
mais provávelmente, acontece durante a plantação e colheira Centro do FDA para Segurança de Comida e Nutrition
Aplicado achou que enquanto a contaminação de produtos de suco mais
provável acontece durante a plantação e colheita do produto cru, pode acontecer em qualquer ponto entre o pomar
e a mesa. Então, proposto pelo FDA, os regulamentos exigirão que os
processadores de suco cumpram as normas de garantia de qualidade estipuladas
pelas gelislações.
Além destes programas de garantia da qualidade, nos Estados
Unidos, uma advertência está
agora sendo exigida em sucos
não pasteurizados. A etiqueta de advertência deve ser visível no painel de
informações ou no painel de exibição principal da etiqueta do recipiente
e deve ler: "ADVERTÊNCIA: Este produto não foi pasteurizado e,
então, pode conter bactérias prejudiciais, que podem causar enfermidades
sérias em crianças, em idosos, e em pessoas com o sistema imune debilitado.
O
que Consumidores Podem Fazer?
O FDA indica que, crianças, idosos, e pessoas com o sistema
imune debilitado apenas bebam sucos pasteurizados.
A agência aconselha também que os consumidores estejam
cientes dos sintomas seguintes comumente associados com intoxicação
gastrintestinal: diarréia (principalmente se for sanguinolenta), dor
abdominal, flautulência, vômitos, febre, e enxaqueca. Se você tiver
quaisquer destes sintomas, você deve contactar seu médico imediatamente.
Pasteurizar ou Não pasteurizar
FDA está ciente dos benefícios significantes da pasteurizacão
de sucos, como também as razões que alguns processadores teimam em
não fazer. Pasteurization é o processo de tratamento pelo calor- para
alimentos líquidos ou semi líquidos elevando a temperatura por um
período designado, suficiente para destruiir microrganismos causadores
de Doeças Veiculadas por alimentos. Nos Estados Unidos, 98 por cento
de todo suco de frutas e de vegetais é
pasteurizado. Alguns processadores acreditam que a pasteurização altera o sabor de um produto e degrada seu valor nutricional.
O “Center for Food Safety and Applied Nutrition” avaliou em seu estudo preliminar que os sucos não pasteurizados foram responsáveis por 76 por cento de casos de contaminação reportada entre 1993 e 1996. Em adição, o estudo concluiu que aquelas enfermidades associadas com sucos não pasteurizados tenderam a ser mais severas que aquelas associadas com produtos pasteurizados. Então, FDA acredita na pasteurização, ou um processo comparável que eliminaria ou reduziria o nível de patógenos prejudiciais que causam DVA, como um caminho efetivo para controlar os significantes perigos que se tornaram problemas com os sucos.
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