As autoridades
sanitárias dos EUA obtiveram êxito reduzindo o número
de intoxicações pelo consumo de ovos através
da introdução de etiquetas contendo informações
sobre os riscos derivados de seu consumo e as medidas mais adequadas
para evitar estas doenças.
Os riscos que
podem ser derivados de uma inadequada e imprudente manipulação
dos ovos preocupam de forma particular as autoridades sanitárias
dos EUA. E, apesar que não se pode negar que os ovos representam
uma uma fonte excelente de proteínas e um bom contribuinte
para a dieta, são conhecidos os riscos evitáveis que
representam seu consumo. Em especial, destaca o risco da bactéria
Salmonella.
Os Estados Unidos
provou com êxito uma nova fórmula baseada em algo tão
simples como informar ao consumidor dos riscos potenciais e das
melhores medidar para evita-los. A idéia poderia ser exportada.
O desejo de proteger
adequadamente o consumidor faz com que novas soluções
comecem a tomar forma com a finalidade de prevenir riscos. Como
acontece com outros produtos de consumo, a solução
está em informar ao consumidor, através da etiquetagem,
tanto dos riscos como das medidas mais adequadas para previni-los.
Os resultados obtidos e as previsões pré implantação
obrigatória das medidas adotadas avalizam esta nova fórmula.
O OVO AMERICANO
A preocupação
maior da administração dos EUA com relação
à segurança dos alimentos se potencializou durante
o mandato do Presidente Bill Clinton. Entre os principais objetivos
de seu mandato estavam os de educar os consumidores e reduzir as
enfermidades relacionadas com os alimentos, em especial, as causadas
por ovos contaminados. Segundo se alegava pelo governo americano:
" os ovos necessitam ser consumidos adequadamente ou pelo contrário,
poderão causar enfermidades".
Entre os anos
de 1996 e 1998, e fruto da colaboração do Departamento
de Agricultura dos EUA (FSIS) e da Agência de Alimentos e
Medicamentos (FDA), do Departamento de Saude e Serviços Humanos
e o Centro para o Controle e Prevenção de Enfermidades
(CDC), foram obtidos resultados fantásticos sobre o ponto
de vista epidemiológico, pois o número de enfermidades
causadas por Salmonella enteritidis diminuiram nada menos que 44%.
Fruto destes
resultados o Conselho de Segurança dos Alimentos desenvolveu
em 1999 um plano estratégico com a finalidade de melhorar
a segurança dos ovos.
Entre as questões
que foram abordadas, destacam o controle dos patógenos e
os pasos a seguir para uma melhor coordenção da segurança
dos ovos desde a granja até a mesa. Neste mesmo ano, a FSIS
e o FDA uniram seus esforços para prevenir enfermidades causadas
por ovos contaminados medinte a adoção de novas medidas,
que foram complementadas com outros atos jurídicos e informativos.
Ambos organismos compartilham responsabilidades. Se bem que a maior
responsabilidade sobre os ovos com casca recai sobre o FDA.
A agencia norte
americana propõe como medida a exigência de cláusulas
de segurança nas etiquetas para prevenir aos consumidores
de alto risco sobre as enfermidades causadas pela Salmonella enteritidis.
A regra final que foi oficializada em publicação federal
datada de 5 de Dezembro de 2000 tornou obrigatoria a presença
de uma etiqueta de advertência, a partir de 4 de setembro
de 2001, com os seguintes dizeres:
"Instruções
para uma preparação segura: Os ovos podem conter uma
bactéria perigosa que é conhecida por causar enfermidades
graves, especialmente nas crianças, idosos e pessoas com
o sistema imunológico debilitado. Para sua proteção:
Mantenha os ovos refrigerados, cozinhe os ovos até
que as gemas estejam firmes (endurecidas) e cozinhe completamente
os alimentos que contenham ovos"
REGULAÇÃO
UNIFORME
A regulação
adotada nos EUA estabelece um requisito federal uniforme para que
todos os ovos sejam refrigerados a uma temperatura de, no mínimo
7,2ºC ou bem refrigerados, sendo aplicado desde 4 de Junho
de 2001. A diretriz afeta no primeiro momento da cadeia alimentar,
os armazens e outros locais de distribuição onde se
armazenam ovos com casca previamente embalados para seu envio aos
consumidores, aos meios de transporte que transladam os ovos
até os pontos de venda, e especialmente, aos estabelecimentos
de venda aos consumidores menores, restaurantes, supermercados,
provedores, operações de vending, hospitais, asilos
de idosos e escolas, que devem proceder da mesma forma no que diz
respeito a manutenção da cadeia do frio (manter sob
refrigeração).
Para os produtos
a base de ovos que foram pasteurizados ou tratados para
destruir Salmonellas, o FDA dispos uma regulação específica
que recomenda que estes produtos sejam mantidos sob refrigeração
ou congelados para assegurar sua qualidade, e com respeito aos produtos
de ovos em pó está permitido seu armazenamento a temperatura
ambiente.
Com as medidas
adotadas pelo governo dos EUA, a rede de vigilância ativa
de enfermidades transmitidas pelos alimentos preve que poderão
ser evitados 66.000 casos de enfermidades e 40 falecimentos por
ano, o que determina que o risco que se pretende reduzir é
de todo previsível. |